Policial militar de Goiânia é preso por estupro de jovem de 17 anos em escada de hotel, em Caldas Novas

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Segundo ocorrência, militar de 33 anos combinou de encontrar com jovem de 17 anos na frente do elevador, mas depois teria a levado para as escadas. Ele foi encontrado pela placa do carro

Uma jovem de 17 anos afirma que foi estuprada por um policial militar no último final de semana em Caldas Novas. O policial, de 33 anos, é lotado em Goiânia, mas passava o feriado na cidade do interior. Lá ele teria conhecido, conversado na área comum, trocado números de telefone com a moça. Pelo WhatsApp, marcaram de se encontrar na porta do elevador do quarto andar, onde ambos estavam hospedados em um hotel, ela com a família e não foi possível confirmar se ele estava acompanhado. Ela afirmou à Polícia Civil que quando se encontrou com o suspeito, ele a arrastou para a escada e a estuprou. O policial foi preso.

O caso foi registrado no último domingo (4). A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao hotel. Ao conversar com os gerentes e recepcionistas do local, os policiais foram informados sobre a inexistência de uma lista de hóspedes, já que muitas unidades são locadas diretamente pelos proprietários para os interessados. Segundo a informação, os funcionários do hotel seriam responsáveis apenas pela entrega das chaves depois da autorização do proprietário. Um dos recepcionistas informou, no entanto, que por volta de 17h30 de domingo, um hóspede teria devolvido suas chaves. E foi assim que o policial foi identificado. Pelas câmeras de segurança foi possível ver quando um Audi branco sai do hotel.

Com os dados da placa, foi possível identificar que o policial era de Goiânia e a PM de Caldas acionou os superiores do suspeito. Assim que ele chegou à capital, retornou para a cidade do interior acompanhado dos outros policiais para se apresentar. Ele foi preso e trazido de volta para o presídio da PM logo depois. O suspeito negou que tivesse estuprado a moça de 17 anos, mas que o ato sexual teria sido com consentimento. Mas a menina nega esta versão. Ela contou para a polícia que disse para o policial militar que era virgem e que não queria ter relação sexual.

Ela disse no depoimento que mesmo depois de reafirmar e pedir para que ele parasse, o policial não parou. Mesmo assim ele retirou a roupa que ela usava, biquini e shorts, a deitou na escada e praticou o ato sexual. O local ficou sujo de sangue. O suspeito só teria parado a agressão sexual quando ouviram passos no hall do prédio. Ela ainda contou que ele segurou sua boca para que ela não gritasse. A vítima ainda disse em depoimento que ficou em pânico e sem forças para pedir ajuda. Depois disso ela passou por exame no Instituto Médico Legal (IML) que confirmou que ela foi abusada.

Depois de encontrar sua família, que estava à sua procura, ela contou a situação. O pai da jovem ficou alterado por não conseguir dados que pudessem identificar o suspeito. Na delegacia, ele ainda tentou conversar com o policial pelo aplicativo, na tentativa de ter mais informações do crime. A Polícia Civil investiga o caso. A Corregedoria da PM acompanha o caso.  

Via: Jornal O Popular