Caldas Novas registra queda de até 40% na arrecadação de impostos

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Menor receita com impostos, como ISS, é reflexo da redução do número de visitantes ao município, o que tem impactado o trade turístico

O turismo foi um dos segmentos econômicos mais impactados pela pandemia do coronavírus. Por isso, municípios com economia muito dependente do turismo tiveram suas receitas severamente reduzidas por conta da queda na arrecadação de impostos. Foi o caso de Caldas Novas, que hoje arrecada entre 30% e 40% menos que antes da chegada da pandemia. A informação foi dada nesta terça-feira (20) pelo prefeito do município, Kléber Marra (Republicanos), durante entrevista ontem em live do POPULAR.

Ele lembrou que assumiu a administração do município este ano, com vários problemas de estrutura na Saúde e uma economia abalada em função dos decretos de contenção ao coronavírus, que restringiram as atividades econômicas na cidade. Mas, com a estruturação da rede de atendimento e a queda na taxa de ocupação dos leitos de enfermaria, que hoje está em 37%, os decretos foram flexibilizados para ajudar a economia e manter os empregos, apesar da ocupação de UTIs ainda estar alta: entre 90% e 100%. 

O prefeito informa que Caldas Novas possui convênio com outros municípios, como Catalão, Goiânia, Itumbiara e Santa Helena, caso precise utilizar mais leitos. “Temos utilizado muito pouco isso, fora as vagas de regulação do Estado, que também utilizamos muito pouco”, destaca.

Segundo ele, os empresários da cidade, que até ajudaram a custear parte dos leitos do município por alguns meses, têm sido muito compreensivos e parceiros da Prefeitura no cumprimento das normas. Eles participam do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, formado também por membro da administração municipal e técnicos da Saúde, que toma todas as decisões relacionadas ao combate da pandemia.

No período mais crítico da segunda onda da pandemia, a cidade endureceu as regras e chegou até a exigir testes RT-PCR dos visitantes por alguns dias. Mas, hoje, os turistas não encontram mais barreiras sanitárias. Porém, os hotéis funcionam só com até 50% da capacidade e o prefeito garante que há fiscalização rígida sobre o cumprimento das normas de segurança.

“Conseguimos equilibrar a relação saúde e economia”, garante Kléber Marra, que também acabou infectado pelo coronavírus e até precisou ser internado por alguns dias, assim como a primeira-dama, Márcia Marra, e a filha do casal, Lara Marra. 

 

Taxa de ocupação

Ele acredita que, apesar dos hotéis seguirem rígidos protocolos, a cidade sentiu muito a queda do número de turistas, pois muita gente ainda tem medo da contaminação, principalmente os visitantes que chegavam de avião e de ônibus. O temor aumentou após as novas variantes do vírus. Por isso, a taxa de ocupação da rede hoteleira de Caldas Novas tem ficado abaixo do limite de 50% determinado pelo decreto municipal.

De acordo com o secretário de Turismo do município, Maurício Iles, esta taxa média ficou na faixa dos 25%, nas últimas semanas, com alguns hotéis chegando a registrar apenas 12% de ocupação. Mas o prefeito acredita que, aos poucos, os turistas retomarão a confiança. “Com o aumento da taxa de vacinação, as pessoas se sentirão cada vez mais seguras”, prevê o secretário de Turismo.

Com a baixa ocupação na rede hoteleira e um movimento no comércio abaixo do normal, a arrecadação de impostos constantes ao longo do ano em Caldas Novas, como ISS, registra queda de 30% a 40% em relação ao período anterior à pandemia, segundo Kléber Marra.

O município também apresenta uma alta da inadimplência por causa dos problemas econômicos gerados pela pandemia. Por isso, um novo decreto de fechamento do comércio só ocorreria se houvesse uma alta alarmante dos índices de contaminação e de ocupação de leitos. “Esta seria a última solução possível. As pessoas precisam trabalhar, mas tomando todos os cuidados necessários”, diz.

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Fonte: O Popular