Novo levantamento do órgão estadual revela disparidades expressivas em itens da cesta básica em Caldas Novas, Rio Quente e Goiânia; café e tomate lideram oscilações na Região das Águas Quentes.
Uma pesquisa divulgada pelo Procon Goiás acendeu o alerta para a necessidade de planejamento financeiro antes de ir às compras nos supermercados goianos. O levantamento, que comparou preços em Goiânia, Rio Quente e — com destaque — em Caldas Novas, apontou uma variação impressionante de até 478% em produtos alimentícios essenciais, como hortifrúti, carnes, pão e café.
Na turística Caldas Novas e em Rio Quente, o estudo abrangeu 43 produtos distribuídos em 21 estabelecimentos comerciais da região. Assim como na capital, o tomate comum liderou o ranking das maiores variações locais, alcançando uma diferença de 191%, com preços encontrados entre R$ 5,49 e R$ 15,99 o quilo. Outro item que pesou no bolso do consumidor caldas-novense foi o café de 500 gramas, que registrou oscilação de 165%, sendo comercializado de R$ 19,99 a R$ 52,99.
Cenário estadual e reflexos na capital
O estudo também detalhou o cenário em Goiânia, avaliando 36 produtos em 14 supermercados. Na capital, a banana-maçã variou 275% (de R$ 3,98 a R$ 12,99), enquanto o quilo do feijão apresentou diferença de 176,38% (de R$ 6,99 a R$ 18,49). O coxão mole oscilou quase 150% (de R$ 36,99 a R$ 91,90) e o pão francês marcou diferença de 142%.
A variação global na capital demonstra o potencial de economia: adquirir os 36 itens pesquisados pelo menor preço somaria R$ 538,24, enquanto comprá-los nos estabelecimentos mais caros elevaria a conta para R$ 1.268,62 — uma disparidade superior a R$ 730.
Recomendações do Procon
Diante de margens tão expressivas, o Procon Goiás orienta moradores e visitantes de Caldas Novas a adotarem hábitos preventivos, como:
- Elaborar uma lista de compras rígida para evitar aquisições por impulso;
- Aproveitar os dias tradicionais de ofertas em hortifrúti e açougues;
- Verificar rigorosamente a data de validade e o estado das embalagens, especialmente em congelados, para garantir a segurança alimentar.
Fonte: Procon Goiás / Jornal Opção
Crédito das fotos: Procon Goiás

