Jonathan Nunes Silveira de Souza foi condenado pelo Tribunal do Júri após matar a tiros Guilherme Alexandre Matos Alves em março de 2024, em crime relacionado à rivalidade entre facções criminosas. Além da pena, réu deverá pagar indenização de R$ 50 mil à família da vítima.
Um homem foi condenado a 20 anos, 1 mês e 23 dias de reclusão pelo Tribunal do Júri de Caldas Novas, no interior de Goiás, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e corrupção de adolescente. A decisão, obtida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), representou a conclusão de um processo que abalou a cidade termal no ano passado.
O julgamento de Jonathan Nunes Silveira de Souza foi realizado no dia 19 de março, durante mutirão na comarca, sob a presidência da juíza Vaneska da Silva Baruki. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Luan Vítor de Almeida Santana, enquanto a denúncia original havia sido oferecida pelo promotor Sávio Fraga e Greco. Além da pena privativa de liberdade, o réu foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 50 mil.
Os fatos que levaram ao banco dos réus remontam ao final da tarde do dia 23 de março de 2024. Por volta das 18h30, nas proximidades da tradicional Feira do Luar, Jonathan e um adolescente passaram a perseguir a vítima, Guilherme Alexandre Matos Alves. Em seguida, o acusado efetuou diversos disparos de arma de fogo. Dois projéteis atingiram Guilherme, que morreu no local.
De acordo com o MPGO, o crime não foi fortuito. A acusação sustentou que o assassinato ocorreu no contexto de rivalidade entre facções criminosas: a vítima teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto Jonathan e o adolescente seriam vinculados ao Comando Vermelho. A brutalidade do ato, praticado a plena luz do dia em área movimentada da cidade, classificou o homicídio com três qualificadoras.
Após o crime, Jonathan fugiu para o Rio de Janeiro, onde acabou preso pelas autoridades. Posteriormente solto, retornou a Caldas Novas — uma audácia que encontrou seu desfecho natural no plenário do júri. Ao término do julgamento, com o veredicto dos jurados, a prisão do réu foi decretada imediatamente, encerrando sua breve liberdade.
Com a condenação, o MPGO reafirma o papel do Tribunal do Júri como instrumento fundamental de justiça em crimes dolosos contra a vida, enviando uma mensagem clara às organizações criminosas que tentam se instalar na região turística do Estado de Goiás.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO)
Foto: Arquivo pessoal

