Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência da suspeita; investigações apontam para esquema de estelionato com possível participação de terceiros
APolícia Civil de Goiás deflagrou, na última terça-feira (31), uma operação de busca e apreensão na residência de uma empresária investigada por supostamente fraudar o próprio estabelecimento comercial em Rio Quente. A ação foi coordenada pela 19ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), após o avanço das investigações revelar que a mulher, inicialmente registrada como vítima de um furto ocorrido em janeiro deste ano, passou a ser a principal suspeita do esquema.
Ao longo das apurações, os investigadores identificaram uma série de inconsistências nos depoimentos prestados pela empresária, além de comportamentos que, segundo a autoridade policial, são incompatíveis com a condição de vítima. Outros elementos probatórios também apontaram para uma possível atuação em conluio com terceiros, ampliando o escopo da investigação.
"O que aparentava ser um furto de pequena monta evoluiu para indícios de um esquema mais amplo, com possível dissimulação do crime e manipulação de prejuízos." — Nota da 19ª DRP de Rio Quente
As investigações apontam que o suposto esquema vai além de um simples furto. As autoridades identificaram movimentações suspeitas relacionadas a pagamentos de boletos em terminal de atendimento, o que sugere uma possível manipulação deliberada dos prejuízos do estabelecimento. A dissimulação do crime e o envolvimento de terceiros são elementos que agora norteiam a condução do inquérito.
Com base no conjunto de provas reunidas, a autoridade policial representou pela expedição de um mandado judicial, que foi deferido e cumprido. Durante a busca e apreensão, foram recolhidos equipamentos eletrônicos, documentos, anotações e demais materiais que, segundo a Delegacia, poderão contribuir para o completo esclarecimento dos fatos.
Caso confirmadas as suspeitas, a empresária poderá responder pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro, cuja pena varia de um a cinco anos de reclusão, além de multa. A investigação segue em andamento e novas medidas podem ser adotadas à medida que as análises dos materiais apreendidos avançarem.
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Fonte: 19ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Rio Quente — Polícia Civil do Estado de Goiás
Fotos: Reprodução/19ª DRP de Caldas Novas

