Após perder vendas por causa do coronavírus, agricultora abre 'barraca da honestidade' em Caldas Novas

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Comerciante, que fornecia produtos a hotéis da cidade, cobra preço único por cada hortaliça, fruta ou verdura e deixa que a consciência do comprador seja o 'caixa' do mercado. Ela disse que iniciativa tem dado certo.

A agricultora Eleuza Alves Fernandes teve que usar a criatividade para transformar o seu negócio durante este período de isolamento social por causa do coronavírus. A comerciante de Caldas Novas, no sul de Goiás, criou a Barraca da Honestidade para comercializar seus produtos sem vendedores e cobradores de caixa.

Eleuza conta que tem cerca de dois hectares de plantação de hortaliças, frutas e verduras e que seus clientes eram os hotéis e restaurantes da cidade. No entanto, os estabelecimentos estão fechados como medida de prevenção à Covid-19, e ela começou a perder a renda.

“Por causa dessa epidemia, fecharam os hotéis. Eram minha fonte de renda. Foi aí que eu pedi a Deus que me iluminasse para abrir essa casinha”, explicou.

Há cerca de dez dias ela vem testando o modelo e contou que, mesmo não equiparando à venda do atacado, tem sido a melhor alternativa para se manter.

A empresária disse ainda que trabalham com ela membros da família e outras quatro pessoas – que ela só consegue manter empregadas por causa da Barraca da Honestidade.

Apesar de ser uma aposta, Eleuza disse que a nova proposta tem dado certo. Segundo ela, ao fim do dia é feita a conta do que foi vendido e o dinheiro recebido. O resultado comprova a honestidade das pessoas: só um dia o valor estava pouco abaixo do que deveria ter sido arrecadado.

“Ninguém acreditava. Sempre pensei que viria um pouco a menos de dinheiro, mas tem vindo a mais”, disse a agricultora.