Folia de reis
As festas em louvor aos santos padroeiros do município são realizadas no período de junho a julho. Vale dizer que nos povoados pertencentes hoje ao município de Caldas Novas comemoram-se Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Guia e São Sebastião, bem como Santa Luzia, Nossa Senhora de Fátima e a festa do Divino Pai Eterno.
Estas festas têm um ritual comum: alvorada com foguetório ao amanhecer e repique dos sinos das igrejas. Normalmente, duram em torno de cinco dias.
Em Caldas Novas, as Folias de Santos Reis começam no dia 24 ou 25 de dezembro, encerrando-se no dia 6 de janeiro. Existem três grupos de Folia: a companhia Papuã, a Folia da Bocaina e a folia da cidade de Caldas Novas.
• Companhia estrela do oriente fundada no ano de 1936 na região do grupinho e a mais antiga
• Associação dos folies e catireiros fundada em 28 de dezembro 2002
• Folia de reis da Bucaina fundada em 1950 |
Festa junina |
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Os festejos do mês de junho são comuns e populares em Caldas Novas. Santo Antônio no dia 13, São João no dia 24 e São Pedro no dia 29 são popularmente celebrados na cidade. Além dos festejos dos santos, com fogueira e elevação do mastro da bandeira do santo, realizam-se diversas quadrilhas. Junho é também o mês das Folias de São João.
Esta festa é organizada da mesma maneira da de Santos Reis, mas com algumas especificidades. Uma primeira diferença é a escolha do festeiro. Normalmente, essa escolha se dá no ano anterior à realização da festa. Por outro lado, nessa folia não se realiza a coroação do festeiro.
As prendas são arrecadadas pelos “procuradores” e os foliões só aparecem no dia 24 de junho para a festa. A maior caracterização dessa cerimônia é a presença da fogueira e a elevação do mastro com a bandeira de São João. |
Catiras |
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A Catira tem sua origem muito discutida. Alguns dizem que ela veio da África junto com os negros, outros acham que é de origem espanhola, enquanto estudiosos afirmam que ela é uma mistura com origens africana, espanhola e também portuguesa – já que a viola se originou em Portugal, de onde nos foi trazida pelos jesuítas.
Diversos autores nos contam que a catira (ou cateretê) no Brasil, é conhecida desde os tempos coloniais e que o Padre José de Anchieta, entre os anos de 1563 e 1597, a incluiu nas festas de São Gonçalo, de São João e de Nossa Senhora da Conceição, da qual era devoto. Teria Anchieta composto versos em seu ritmo e a considerado própria para tais festejos, já quer era dançada somente por homens, fato que se observa, ainda hoje, em grande parte do país. Atualmente, ela é dançada também por homens e mulheres ou só por mulheres.
Na cidade de Caldas Novas o grupo e composto de homens e mulheres onde se apresentam em festividades religiosas e comemorações civis Catira ou Cateretê é uma dança genuinamente brasileira. |
Os símbolos de Caldas Novas > Lei municipal nº. 615/96, de 24/10/96.
Animal símbolo: Lobo Guará. |
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O lobo – guará (Chrysocyon brachyurus) é uma das espécie que mais tem chamado a atenção entre os habitantes da região dos cerrados. A bonita cor avermelhada de sua pelage, seu grande porte, esbelto e majestoso, o comportamento arisco e arredio, têm estimulado a imaginação do homem, chegando a atribuir-lhe poderes sobrenaturais.
O lobo – guará não é um animal sanguinário nem agressivo, apesar do mistério que o envolve.
Alimenta-se principalmente de ratos e outros pequenos mamífero, bem como de pequenas aves e grande numero de frutas, entre as quais se destaca a lobeira (solanum lycocarpur), sua preferia. Não despreza os pequenos tatus, tapetis, besouros, gafanhotos e alguns répteis disponíveis nos capinzais do cerrado. Poucas vezes ataca os galinheiros, quando eventualmente são mortos. Normalmente, a fêmea gera dois filhotes, mas este número pode chegar a cinco.
As longas pernas deste animal, que atingem quase um metro de altura, têm despertado a curiosidade dos pesquisadores e estimulado diversas explicações. Atualmente, vê-se nelas uma adaptação ao deslocamento e captura de suas presas nos altos capinzais; permitem não só pular facilmente sobre o capim, além de proporcionar uma visão mais abrangente dos animais que nele se escondem. |
Arvore símbolo: Ipê Roxo |
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Características morfológicas Altura de 8 a 12 m, com o troco de 60 a 90 de diâmetro. Folhas compostas de 5 folíoladas; folíolos coriáceos, pubescentes em ambas as faces, de 9 a 18 cm de comprimento por 4 a 10 cm de largura.
Ocorrência Piauí e Ceará até Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tanto na mata pluvial atlântica como na floresta semidecídua. Ocasional no cerrado e na caatinga.
Madeira muito pesada (densidade 0.96 g/ cm3 ), muito dura ao corte, grã direita ou reversa, textura fina a média, resistência ao ataque de organismos xilófagos.
Utilidade: A madeira é apropriada para construção externa, como dormentes, cruzetas, postes, etc. A arvore é extremamente ornamental quando em floração, prestando-se admiravelmente bem para o paisagismo em geral. E uma das espécies de ipê-roxo mais cultivada para arborização urbana nas cidades. |
Comidas típicas |
• O arroz com carne seca e considerado o prato típico da região das águas quentes
• Os licores de pequi e jenipapo são considerados pelos historiadores a bebida típica da região
• Carne de lata: iguaria comum em festas de Folia de Reis. Pode ser de porco ou bovino, e foi trazida pelos bandeirantes na época da colonização. A carne é conservada em sua própria gordura, geralmente em latas de 50 litros muito usadas para o transporte de óleo à época., daí o nome Carne de Lata.
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Referencia bibliográfica:
Águas thermaes de Caldas Novas - ( Dr. Orosimbo Correia Neto – 1918)
As Fabulosas águas quentes de - Caldas Novas – Taylor Oriente
Caldas Novas, Ontem e Hoje – Ana Cristina Elias / 1994.
Caldas Novas a nossa cidade - (Cartilha) –.Magali Izuwa / 2003.
Caldas novas da mineração ao turismo - ( Ricardo Cassiano 1988)
Mistérios Das Águas Azuis – ( Maria Cândida de Godoy 1993)
Historias e Estórias de Caldas Novas - (Jose Theophilo de Godoy 1978)
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